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  • Restauração Cultural

O direito de poluir dos ambientalistas

Atualizado: 15 de Dez de 2019

A fanfarronice das apocalípticas mudanças climáticas e suas premissas mirabolantes prometem ser a nova cruzada da esquerda global.


Após sucessivas e significativas derrotas, nada mais prudente do que a adoção de novas estratégias para doutrinar incautos e arregimentar militância em torno de seus conhecidos interesses no tocante ao controle estatal da atividade econômica.


A questão climática deve ser consolidada como a principal bandeira esquerdista para conter uma possível expansão de economias liberais. Nesse sentido, querem barrar a todo custo a maior exploração dos recursos naturais, da agricultura e da indústria. Estão de olho, por razões óbvias, no Brasil e nos EUA, já que abertamente os dois países pretendem investir no desenvolvimento de suas economias, sem que haja a intromissão intimidatória do Estado e suas regulamentações draconianas que, praticamente impedem novos investimentos e maiores ampliações comerciais.


Trump deixou o Acordo de Paris. Ele, assim como Bolsonaro, não endossa e não se deixou sequestrar pela narrativa chantagista dos ecoesquerdistas: autoapresentados como cavalheiros-heróis que podem salvar o planeta do vindouro Armagedom climático. A preservação do meio ambiente, o desenvolvimento de energias limpas e baratas são temas importantes e devem receber destaque em qualquer governo sério. Contudo, o que se quer é bem mais do que isso! Querem o controle, desconsiderando o avanço já vivenciado pelo mundo civilizado.


Em outras palavras, desejam a máxima intervenção na atividade produtiva, capaz de conter o mais ínfimo crescimento econômico dos países — como no caso do Brasil. Anseiam economias travadas pela exigência regulatória da agenda política mundial, imposta pela ONU, União Europeia e outros satélites que usam uma pseudopreocupação climática para avançarem em seus propósitos totalitários.


O tema climático requer um debate intelectualmente honesto, fundamentado em estudos comprometidos com fatos, com rigorosas bases científicas. Mas o que se vê é somente o compromisso com a narrativa desvairada, baseada na ideologia marxista, representada pela ‘bondosa e salvadora’ esquerda. Assim, assistimos à aceitação praticamente de uma corrente única: a do apocalíptico desastre climático que está por vir, caso o homem não interrompa imediatamente a maioria de suas atividades na face da terra.


Existem inúmeros cientistas e relevantes estudos que desmentem quase todas as falácias dos fanáticos ambientalistas progressistas e ecologistas panfletários. Esses estudos, infelizmente, na maioria das vezes, são desprezados pelo mainstream e ridicularizados pelos políticos alinhados ao pensamento embolorado dos revolucionários.


O clima, e tudo que orbita em sua volta, ser usado como bandeira ideológica é a requentada e nova aposta do esquerdismo mundial. Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, viu-se um aumento considerável dos políticos oriundos de partidos ecologistas — Os Verdes — que, através do discurso uníssono prometem “salvar o planeta das garras do famigerado homem capitalista e sua sanha de destruição”.


Ora! Alimentar bilhões de pessoas, gerar riqueza, incentivar o desenvolvimento de economias requer investimento em produção. Produção esta que já conta com excelente tecnologia — apoiada por modernas legislações que conseguem conciliar o progresso e o equilíbrio com o bom uso do planeta e seus recursos. O problema é que a ignorância grassa sobre o assunto.


Fonte: US Forest Service

Tempos atrás, trouxeram um estudo sério acerca da emissão de CO2, tido como o “grande vilão” do planeta, em que após medição técnico-científica provaram que a atividade dos vulcões, descrita nos fenômenos vulcânicos, emite, por ano, cerca de 645 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera, enquanto toda a atividade humana do planeta Terra, apenas 29 bilhões de toneladas/ano. O estudo, apesar de publicado pela Revista Forbes, foi solenemente ignorado. Jamais a esquerda demonstrou qualquer tipo de ‘preocupação’ com o dióxido de carbono emitido pelos vulcões. Curioso!


Continuam a bater na tecla exclusiva da necessidade da “contenção da atividade produtiva e industrial como única chance a se evitar a imaginária hecatombe climática”. Por certo, ninguém defende o “direito de poluir”, sujar o planeta, envenená-lo ou a devastação ecológica, mesmo porque o mundo moderno e civilizado já dispõe de mecanismos eficientes para que haja a observância de regras tidas como fundamentais na exploração de quaisquer atividades econômicas. Existe ainda, conhecimento abundante, tecnologia de ponta e legislações espetaculares que promovem o adequado uso de cada centímetro do planeta.


Obviamente, que nem todas as nações — por razões variadas — seguem as diretrizes para preservação do meio ambiente. Vejam, por exemplo, o caso brasileiro no qual o maior problema referente ao meio ambiente é a falta de saneamento básico. No país, pelo menos metade da população vive sem saneamento, em condições precárias de higiene. Todavia, o ponto mais discutido é a preservação da Amazônia. Como se viver sem esgoto não poluísse e não causasse um dano enorme ao meio ambiente, ao planeta.

Tudo foi transformado em pauta política para a satisfação de uma sabida agenda ideológica. Ou seja, tem endereço certo: inviabilizar o máximo possível o livre mercado, a liberdade econômica.


Margaret Thatcher, nos idos dos anos 80, comentou sobre o catastrofismo dos ambientalistas: “Sejam quais forem as medidas que venhamos a adotar para enfrentar problemas ambientais, devemos preservar a capacidade de nossas economias para crescer e se desenvolver, porque sem crescimento não se pode gerar a riqueza indispensável ao financiamento da proteção do meio ambiente”. E ela estava coberta de razão.


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